O ano de 2018 não foi nem um pouco fácil.

Aliás, não está sendo fácil nesse 2019, mas a edição 24 da Revista Som está no ar!

Sim, houve momentos em que parecia que esse sonho todo tinha se tornado uma lembrança, que uma nova edição não sairia. Houve momentos em que passei a acreditar que não era mais capaz de fechar aquele arquivo e divulgar.

Quando a Revista Som começou, anos atrás, nunca ambicionei se tornar um magnata dos negócios ou estar ao lado de ídolos como Reverendo Fábio Massari ou Gastão, era só falar de música. Ainda fico orgulhoso de ter amizades como a do Marcelo Costa (Scream and Yell) e do Fernando (Floga-se), que são exemplos pra mim. E assim segue até hoje.

São centenas de publicações, mas ainda me arrepio ao realizar uma entrevista (e veja só, nessa edição, além do gigante Titãs, a chance de ter entrevistado Wilko Johnson com sua lição de vida... uau! foi um sonho, especialmente pela forma como ele venceu o câncer e como penso na mesma batalha que meu pai vence até hoje...).

Ainda me empolgo horrores em acertar uma pauta e conseguir realizar matérias que passam por nomes que eu gostaria de ver em uma revista, como Robert Glasper e Beto Perez, que estão nessa edição.

Tem muita coisa legal, mas mais que isso, há nessa edição uma vitória interna, que é a de manter esse sonho vivo, de construir um legado.

Cada elogio importa, cada crítica gera reflexão. Em um mundo onde cada vez mais a desinformação parece ser a tônica, escrever com cuidado sobre música pode parecer uma missão complicada, mas sabemos que a maioria das pessoas é muito maior que qualquer corrente de whatsapp.

Obrigado a todos por fazerem parte dessa história. Leiam, baixem, compartilhem! Tem Baco Exú do Blues, Rakta, Erasmo Carlos, Drake, Tony MacAlpine e mais um monte de coisa bacana.

Enfim... a gente gosta de falar de música!